Solução
Espelhos de água
O plano de água alarga o sítio: o que está de pé passa a ter um outro, invertido.
Introdução
Os espelhos de água expandem o espaço. Criam um espelho. Reflectem esculturas ou estruturas que flutuam por cima, ou que se situam ao lado. O sítio ganha um segundo corpo, deitado, sem crescer em planta.
Produzem-se com tanques e com lagos de fundo escuro. O efeito de espelho aperfeiçoa-se com um tanque transbordante: a lâmina foge da borda e a superfície fica tensa, pronta a devolver a arquitectura.
O que as distingue
O que se vê não é o jato no ar. É o plano. A peça ao lado, a peça a flutuar, a fachada, a árvore: tudo encontra um outro, invertido. O fundo escuro apaga o tanque e deixa o reflexo.
Em combinação com outros efeitos, criam-se contrastes de acalmia e água laminar com turbulência, ou reforça-se a acalmia com jatos em regime laminar. O espelho continua a ser o chão da composição.
A borda transbordante estica a superfície. O tanque deixa de se ler como recipiente e passa a ler-se como um só plano. São um elemento sinónimo de luxo: um espelho de água perfeito e bem executado cria um ambiente único e requintado.
Onde cabem
- PraçaUm plano à escala de quem atravessa, a devolver a fachada e a escultura.
- EdifícioÁgua à cota do chão, a dilatar o átrio, o pátio, o sítio de trabalho.
- HotelNa entrada ou no pátio, o edifício lido duas vezes, sem competir com ele.
- JardimO mesmo vocabulário, à escala do recinto privado.
Exemplo deste tipoRua Vítor CordonLisboa
